Aos poucos o caos vai dando lugar a certeza, a triste certeza de que, o terremoto ocorrido no Japão assusta até quem está do outro lado do mundo, especialmente pelas consequências nefastas causadas às estruturas criadas pelo homem.
Tratou-se de um dos acontecimentos naturais mais sinistros que se pensa conhecer, o terremoto. Um terremoto, como afirmam os cientistas, não dá pistas de sua iminência, porém, quando ocorre, provoca danos materiais de grande monta e, em muitos casos, perda de vidas humanas.
O terremoto seguido de um enorme tsunami do dia 11/3/2011 atingiu o nordeste do Japão causando devastação e morte em questão de minutos. Até o momento as agencias internacionais de notícias informam que são 22.800 mortes confirmadas e esse número só faz crescer; 850.000 pessoas foram removidas de suas casas e o mar que banha a costa japonesa registra radioatividade cerca de 20.000 vezes acima do nível de segurança. Números que impressionam tanto quanto os 8.9 na Escala de Ritcher, que mede a magnitude dos abalos sísmicos no mundo. Há, inclusive, a notícia de que o eixo de rotação da terra sofreu um deslocamento de aproximadamente 10 cm!
No caso japonês somou-se à tragédia um fator agravante, o tsunami. Um tsunami, como explicam os teóricos, é uma série de ondas causadas pelo deslocamento do leito do mar e do seu correspondente volume d´água.
A água deslocada no evento japonês tinha a altura de um prédio de sete andares e avançou por mais de 35 km costa à dentro, levando tudo em seu caminho e deixando para trás um rastro de morte e destruição.
É preciso que se diga que o tsunami no Oceano Índico (2004) causou mais fatalidades, cerca de 240.000 pessoas, contudo, até onde se sabe, o tsunami japonês poderá afetar direta e indiretamente um número bem superior àquele, dado o impacto para a espécie humana causada pela radioatividade.
Além da enorme perda de vidas humanas, o mundo vem acompanhando, com preocupação jusitificável, o esforço técnico para resfriar os núcleos da usina de Fukushima, situada no nordeste do Japão, justamente onde o abalo sísmico foi mais intenso e por onde o tsunami causou muitos estragos.
A preocupação mundial é a de que Fukushima possa superar em fatalidades a tragédia ucraniana ocorrida a um quarto de século, Tchernobyl. Ou, que esse evento possa superá-lo em uma escala onde só o impensável pode acontecer, a Síndrome da China!
Síndrome da China é o codinome para o evento catastrófico causado pelo reator nuclear sem controle. Nessa situação, o núcleo aquece a ponto de fundir a própria base onde está instalado quando, então, "afunda" no solo derretendo tudo o que encontra abaixo. Daí o nome "Síndrome da China”.
Para conhecimento geral, o sistema de resfriamento dos reatores de Fukushima falhou após o terremoto seguido do tsunami e não foi restabelecido até hoje. Com isso, as barras de urânio enriquecido, o coração de um reator nuclear e que ficam imersas em água destilada, deixaram de ser resfriadas adequadamente e fundiram-se parcialmente. Além disso, o núcleo exposto e parcialmente fundido expeliu partículas radioativas como o Césio-137, Urânio-235 e o Iodo-131. Essas partículas radioativas, dependendo da intensidade da exposição, podem causar inúmeros malefícios à saúde dos seres vivos, inclusive a morte.
A contaminação de extensa área já é realidade e, embora as autoridades já tenham tomado providências para a retirada de pessoas da região, o que fica mesmo é a sensação de que algo está sedo empurrado para baixo do tapete, inclusive porque não há uma preocupação com a vida marinha afetada a indústria pesqueira regional.
As informações oficiais não são confiáveis e o racionamento de alimentos, água e energia já afetaram todo o Japão. Segundo informes dos brasileiros que estão no Japão, o transporte aéreo para fora do território japonês aos poucos vai normalizando, assim como, não há qualquer empenho internacional em elaborar um plano emergencial de descontaminação das regiões afetadas lindeiras à Fukushima.
A ajuda humanitária, resumida em grupos especializados em resgate e salvamento em zona tectonicamente instáveis parece tímida, porém o que podemos constatar é que a solidariedade humana está presente. Foi de verter lágrimas notícia de que brasileiros residentes no Japão lideram a arrecadação donativos para as famílias afetadas.
A rigor do presente artigo, que não esgota o assunto e nem se pretende isso, reforça a intima convicção de que o fator humano, quando em risco, deve preponderar e impor que os governos buscarem o auxilio além de suas fronteiras, deixando de lado qualquer ressentimento histórico ou político, porque como certo estadista americano professou: “O laço essencial que nos une é que todos habitamos este pequeno planeta. Todos respiramos o mesmo ar. Todos nos preocupamos com o futuro dos nossos filhos. E todos somos mortais.”
Fonte: http://www.midiamax.com.br/
Tratou-se de um dos acontecimentos naturais mais sinistros que se pensa conhecer, o terremoto. Um terremoto, como afirmam os cientistas, não dá pistas de sua iminência, porém, quando ocorre, provoca danos materiais de grande monta e, em muitos casos, perda de vidas humanas.
O terremoto seguido de um enorme tsunami do dia 11/3/2011 atingiu o nordeste do Japão causando devastação e morte em questão de minutos. Até o momento as agencias internacionais de notícias informam que são 22.800 mortes confirmadas e esse número só faz crescer; 850.000 pessoas foram removidas de suas casas e o mar que banha a costa japonesa registra radioatividade cerca de 20.000 vezes acima do nível de segurança. Números que impressionam tanto quanto os 8.9 na Escala de Ritcher, que mede a magnitude dos abalos sísmicos no mundo. Há, inclusive, a notícia de que o eixo de rotação da terra sofreu um deslocamento de aproximadamente 10 cm!
No caso japonês somou-se à tragédia um fator agravante, o tsunami. Um tsunami, como explicam os teóricos, é uma série de ondas causadas pelo deslocamento do leito do mar e do seu correspondente volume d´água.
A água deslocada no evento japonês tinha a altura de um prédio de sete andares e avançou por mais de 35 km costa à dentro, levando tudo em seu caminho e deixando para trás um rastro de morte e destruição.
É preciso que se diga que o tsunami no Oceano Índico (2004) causou mais fatalidades, cerca de 240.000 pessoas, contudo, até onde se sabe, o tsunami japonês poderá afetar direta e indiretamente um número bem superior àquele, dado o impacto para a espécie humana causada pela radioatividade.
Além da enorme perda de vidas humanas, o mundo vem acompanhando, com preocupação jusitificável, o esforço técnico para resfriar os núcleos da usina de Fukushima, situada no nordeste do Japão, justamente onde o abalo sísmico foi mais intenso e por onde o tsunami causou muitos estragos.
A preocupação mundial é a de que Fukushima possa superar em fatalidades a tragédia ucraniana ocorrida a um quarto de século, Tchernobyl. Ou, que esse evento possa superá-lo em uma escala onde só o impensável pode acontecer, a Síndrome da China!
Síndrome da China é o codinome para o evento catastrófico causado pelo reator nuclear sem controle. Nessa situação, o núcleo aquece a ponto de fundir a própria base onde está instalado quando, então, "afunda" no solo derretendo tudo o que encontra abaixo. Daí o nome "Síndrome da China”.
Para conhecimento geral, o sistema de resfriamento dos reatores de Fukushima falhou após o terremoto seguido do tsunami e não foi restabelecido até hoje. Com isso, as barras de urânio enriquecido, o coração de um reator nuclear e que ficam imersas em água destilada, deixaram de ser resfriadas adequadamente e fundiram-se parcialmente. Além disso, o núcleo exposto e parcialmente fundido expeliu partículas radioativas como o Césio-137, Urânio-235 e o Iodo-131. Essas partículas radioativas, dependendo da intensidade da exposição, podem causar inúmeros malefícios à saúde dos seres vivos, inclusive a morte.
A contaminação de extensa área já é realidade e, embora as autoridades já tenham tomado providências para a retirada de pessoas da região, o que fica mesmo é a sensação de que algo está sedo empurrado para baixo do tapete, inclusive porque não há uma preocupação com a vida marinha afetada a indústria pesqueira regional.
As informações oficiais não são confiáveis e o racionamento de alimentos, água e energia já afetaram todo o Japão. Segundo informes dos brasileiros que estão no Japão, o transporte aéreo para fora do território japonês aos poucos vai normalizando, assim como, não há qualquer empenho internacional em elaborar um plano emergencial de descontaminação das regiões afetadas lindeiras à Fukushima.
A ajuda humanitária, resumida em grupos especializados em resgate e salvamento em zona tectonicamente instáveis parece tímida, porém o que podemos constatar é que a solidariedade humana está presente. Foi de verter lágrimas notícia de que brasileiros residentes no Japão lideram a arrecadação donativos para as famílias afetadas.
A rigor do presente artigo, que não esgota o assunto e nem se pretende isso, reforça a intima convicção de que o fator humano, quando em risco, deve preponderar e impor que os governos buscarem o auxilio além de suas fronteiras, deixando de lado qualquer ressentimento histórico ou político, porque como certo estadista americano professou: “O laço essencial que nos une é que todos habitamos este pequeno planeta. Todos respiramos o mesmo ar. Todos nos preocupamos com o futuro dos nossos filhos. E todos somos mortais.”
Fonte: http://www.midiamax.com.br/
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