Nem sempre é fácil descrever as conseqüências dos fenômenos climáticos; ou daqueles eventos que explicam a estiagem que a região central do Brasil está experimentando nos últimos meses; ou, ainda, precisar quais fatores influenciam diretamente o clima no globo. Mas uma coisa é certa: as queimadas registradas no mês de agosto de 2010 deveriam ligar o sinal de alerta do Poder Público.
Podemos constatar pelas notícias jornalísticas diárias que as queimadas registradas pelo INPE são históricas, porque superiores a 100% em relação ao ano de 2009.
Em 2010 já foram detectados impressionantes 26.753 focos de incêndio em todo o País, contra os 18.200 registrados em 2009.
Em outras palavras, a milenar prática de usar o fogo para limpar os pastos - e terrenos urbanos- continua e deve continuar até outubro, segundo o INPE, por causa da vegetação seca.
O problema em usar o fogo no campo ou na zona urbana nesta época do ano é que, invariavelmente causa impacto na saúde pública, pois ocorre um acréscimo nos casos de asma e bronquite facilmente associados à fumaça e a baixa umidade relativa do ar.
No Brasil é ilegal usar o fogo para “limpar” estes espaços e a multa chega a R$ 1.000,00 (mil reais) por hectare atingido, acrescido de outras penas administrativas.
No entanto, não há compensação econômica que recomponha o dano causado nas reservas de biodiversidade, nas reservas de preservação permanente ou nas florestas.
Esses espaços naturais, cuja preservação é necessária para futuras gerações, estão desaparecendo e estima-se que até 2075 a floresta amazônica seja significativamente reduzida, agravando ainda mais o problema.
"Esse ano, as condições climáticas estão atípicas. Em 2007, pudemos ter tido mais focos de incêndio, mas em 2010 a destruição pode ser bem maior e relevante porque o fogo está se espalhando muito rápido", disse o coordenador das Unidades de Conservação Nacional do ICMBio, Paulo Carneiro para o site (noticias.terra.com.br).
Não há explicação para as queimadas que surgem nos pastos ou terrenos baldios, exceto que sejam áreas onde o lixo tenha sido depositado sem observância à lei ou cuidado.
Por outro lado, "Os incêndios são causados pela ação criminosa que coloca fogo para renovar a pastagem e fazer manejo de recurso natural. Estamos fiscalizando e fazendo perícia para que os causadores disso sejam responsabilizados", afirmou Carneiro para o mesmo site.
Além disso, não pode aquele que ateia fogo, com ou sem autorização legal, imaginar que o fogo vai respeitar quaisquer limites, divisas ou fronteiras.
Invariavelmente o foco dos incêndios tem se concentrado nos limites do pasto com áreas preservadas.
Nas ultimas semanas pôde ser vista, a qualquer momento do dia, uma grossa camada de cinzas encobrindo a “Cidade Morena”, situação que se repete por todo o centro-oeste brasileiro.
Vivemos em pleno Século 21 e sabemos, ou fomos alertados, das conseqüências do aquecimento global e das severas implicações da emissão de carbono na atmosfera.
Com tudo isso, ainda há os que insistem em usar desta perversa prática para economizar com mão-de-obra para o manejo do campo; ou, nas cidades, queimar o lixo comum, apesar de ter o serviço público de coleta e descarte adequado deste.
Em outras palavras: na maioria dos incêndios florestais, ou de terrenos baldios nas cidades, é provocada pelo homem, que não avalia os riscos de suas ações, que age dolosamente.
É bom lembrar que a lei ao tipificar o crime de incêndio o fez com vistas à proteção da incolumidade pública.
Nessa quadra, podemos afiançar que os danos à saúde da população justificam o processo, prisão e multa daqueles que cometem esse crime.
Por tudo isso, sem perder a oportuna renovação da Casa de Leis brasileira, já é hora de cobrarmos uma postura mais repressiva do Estado.
Fonte: http://www.oestadoms.com.br/
Podemos constatar pelas notícias jornalísticas diárias que as queimadas registradas pelo INPE são históricas, porque superiores a 100% em relação ao ano de 2009.
Em 2010 já foram detectados impressionantes 26.753 focos de incêndio em todo o País, contra os 18.200 registrados em 2009.
Em outras palavras, a milenar prática de usar o fogo para limpar os pastos - e terrenos urbanos- continua e deve continuar até outubro, segundo o INPE, por causa da vegetação seca.
O problema em usar o fogo no campo ou na zona urbana nesta época do ano é que, invariavelmente causa impacto na saúde pública, pois ocorre um acréscimo nos casos de asma e bronquite facilmente associados à fumaça e a baixa umidade relativa do ar.
No Brasil é ilegal usar o fogo para “limpar” estes espaços e a multa chega a R$ 1.000,00 (mil reais) por hectare atingido, acrescido de outras penas administrativas.
No entanto, não há compensação econômica que recomponha o dano causado nas reservas de biodiversidade, nas reservas de preservação permanente ou nas florestas.
Esses espaços naturais, cuja preservação é necessária para futuras gerações, estão desaparecendo e estima-se que até 2075 a floresta amazônica seja significativamente reduzida, agravando ainda mais o problema.
"Esse ano, as condições climáticas estão atípicas. Em 2007, pudemos ter tido mais focos de incêndio, mas em 2010 a destruição pode ser bem maior e relevante porque o fogo está se espalhando muito rápido", disse o coordenador das Unidades de Conservação Nacional do ICMBio, Paulo Carneiro para o site (noticias.terra.com.br).
Não há explicação para as queimadas que surgem nos pastos ou terrenos baldios, exceto que sejam áreas onde o lixo tenha sido depositado sem observância à lei ou cuidado.
Por outro lado, "Os incêndios são causados pela ação criminosa que coloca fogo para renovar a pastagem e fazer manejo de recurso natural. Estamos fiscalizando e fazendo perícia para que os causadores disso sejam responsabilizados", afirmou Carneiro para o mesmo site.
Além disso, não pode aquele que ateia fogo, com ou sem autorização legal, imaginar que o fogo vai respeitar quaisquer limites, divisas ou fronteiras.
Invariavelmente o foco dos incêndios tem se concentrado nos limites do pasto com áreas preservadas.
Nas ultimas semanas pôde ser vista, a qualquer momento do dia, uma grossa camada de cinzas encobrindo a “Cidade Morena”, situação que se repete por todo o centro-oeste brasileiro.
Vivemos em pleno Século 21 e sabemos, ou fomos alertados, das conseqüências do aquecimento global e das severas implicações da emissão de carbono na atmosfera.
Com tudo isso, ainda há os que insistem em usar desta perversa prática para economizar com mão-de-obra para o manejo do campo; ou, nas cidades, queimar o lixo comum, apesar de ter o serviço público de coleta e descarte adequado deste.
Em outras palavras: na maioria dos incêndios florestais, ou de terrenos baldios nas cidades, é provocada pelo homem, que não avalia os riscos de suas ações, que age dolosamente.
É bom lembrar que a lei ao tipificar o crime de incêndio o fez com vistas à proteção da incolumidade pública.
Nessa quadra, podemos afiançar que os danos à saúde da população justificam o processo, prisão e multa daqueles que cometem esse crime.
Por tudo isso, sem perder a oportuna renovação da Casa de Leis brasileira, já é hora de cobrarmos uma postura mais repressiva do Estado.
Fonte: http://www.oestadoms.com.br/
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