A notícia mais esperada da década foi anunciada na madrugada de dois de maio pelo próprio Presidente dos Estados Unidos da América. Usāmah Bin Muhammad bin 'Awaed bin Lādin is dead, traduzindo: Osama Bin Laden está morto!
O surpreendente ataque ao World Trade Center, ao prédio do Pentágono e o sequestro do voo nº 93 da United Airlines, que caiu na Pensilvânia, foram atribuídos a um grupo de muçulmanos fundamentalistas liderados por Osama Bin Laden, cujo treinamento fora obtido por insuspeitos aeroclubes sediados em solo americano, marcou a primeira década do século XXI. O próprio Osama teria sido treinado e armado pela CIA durante a chamada “guerra fria” em inúmeras operações que travou contra a extinta União Soviética no Afeganistão.
Da mesma forma, a classificada “guerra ao terror” também trouxe vários momentos de angustia mundial, entre eles os constantes bombardeios americanos em solo afegão que produziu baixas civis.
Da mesma forma, a classificada “guerra ao terror” também trouxe vários momentos de angustia mundial, entre eles os constantes bombardeios americanos em solo afegão que produziu baixas civis.
Nesse contexto, em que pese à fé que nos anima a reconhecer justificada a morte de Osama, fica claro que o momento é de extrema cautela.
É preciso que se tenha em conta que a Al-Qaeda é uma organização terrorista com vasta experiência em contraespionagem e que a morte de seu número 1, diante da notoriedade dele, sempre esteve em pauta. É bem provável que algum membro tome para si a direção de suas atividades e possa continuar seu legado de sangue e intolerância.
Também é preciso ter consciência de que o terrorismo é um negócio e, como tal, movimenta bilhões de dólares e que, de alguma forma esse dinheiro entra e sai pelos bancos do mundo todo.
Há poucos dias, por exemplo, foi divulgado pelo WikiLeaks que inúmeras operações financeiras que foram atribuídas a Al-Qaeda foram rastreadas aqui na América Latina e sabe-se que o próprio Osama esteve na região dias antes do “Onze de Setembro”.
O governo americano, assim como a maior parte dos governos democráticos têm dificuldades para violar direitos civis, porém, o negócio terrorista deveria ser enfrentado a começar com o bloqueio de bens e valores suspeitos que acabam por financiar toda espécie de atrocidade que já vimos.
O islã, a religião que mais cresce no mundo, não foi culpada por quaisquer atentados perpetrados pelos fundamentalistas da fé. Aliás, é preciso que se diga que o fundamentalismo islâmico em si não é fonte geradora do terror moderno. Este é via-de-regra um subproduto de distorções conceituais tão absurdas que muitos consideram verdadeira lavagem cerebral. E somente esta seria capaz de causar tamanha hediondez nos atentados a bomba, por exemplo, praticados contra civis em vários países; e assim como acontece no Judaísmo e no Cristianismo, o Islamismo reconhece a existência desses movimentos “fundamentalistas”, que a giza de uma interpretação radical da doutrina da fé,justificam suasatrocidades, como o “onze de setembro”.
O fundamentalismo, segundo se sabe, é uma tentativa que as religiões fazem de retornar às suas origens, por sentirem que a doutrina principal está sendo submetida a alterações profundas, que podem fazer a religião, como um todo, modificar-se.
No contexto das tradições islâmicaso Alcorão, que em árabe tem o significado de leitura ou recitação, é sagradopor ter sido revelado por Deus ao profeta Muhammad por meio do Anjo Gabriel.
No Alcorão, por ser abrangente, difunde-se a crença na vida digna, virtudes morais, comportamento social e familiar, comércio e até de relações internacionais. Sendo, pois, considerado mais objetivo que a Bíblia Cristã ou a Torá Judaica.
O profeta Muhammad, segundo a tradição islâmica, por ter sido o último profeta, foi capaz de reunir nas 114 suratas, ao longo de 23 (vinte e três) anos da revelação, todo o conhecimento necessário para que a humanidade fosse salva por Deus!
O islamismo congrega diretrizes percebidas no judaísmo e no cristianismo, não só porque igualmente monoteísta, mas porque cronologicamente recente e por, essencialmente, buscar aproximar a humanidade de Allah.
Muhammad (570 a 632 d.C.) é a figura mais importante, embora homem e não divindade, foi escolhido pelo Anjo Gabriel para receber a revelação e as profecias compiladas no Alcorão.
O islamismo é caracterizado pela fé, pela razão e pela filosofia da palavra de Allah.Cinco são deveres de cada muçulmano: a recitação e aceitação da crença (Shahada); orar cinco vezes ao longo do dia (Salah); pagar esmola (Zakah); observar o jejum durante o Ramadã (Siyam); e fazer a peregrinação a Meca (Hajj), se tiver condições físicas e financeiras.Todas essas ações obrigatórias são seguidas à risca por homens e mulheres muçulmanas, estas apenas dispensadas do jejum no Ramadan quando menstruadas ou enquanto grávidas.
Considerando a história do Islamismo e de como o uso da força foi necessário na formação da fé no passado é que algumas interpretações mais radicais do Alcorão justificam os inúmeros martírios em nome de Deus, contudo.
O islamismo, como crença, não se compatibiliza com o terrorismo. Aliás, o terrorismo não é o meio adequado para resolver quaisquer das questões de fé.
O processo de violência desencadeado no dia 11/9/2001 serviu para acirrar os ânimos daqueles que, sabendo da força americana, esperavam uma resposta precisa, o que sabemos não ter acontecido, agora passados quase uma década. Aorevés, os Estados Unidos da América não limitou seus esforços em operações de inteligência contra a Al-Qaeda no Afeganistão, o governo americano lançou uma cruzada militar que se estendeu até o Iraque e que culminou com a deposição e posterior execução de Saddam Hussein Abd Al-Majid al-Tikriti e a ocupação, até os dias de hoje.
O que interessa é que a morte de Osama Bin Laden é o primeiro passo para cessarem algumas das incursões militares mais importantes dos Estados Unidos. O próprio presidente do Afeganistão Hamid Karzaiveio a público, logo após o anúncio oficial da Casa Branca, para pedir o cessarfogo e a imediataretirada dos soldadosamericanos do Afeganistão.
O fundamento para o pedido feito por Karzai é o de que Osama foi encontrado e morto no Paquistão, país vizinho ao seu, o que justificaria o pedido feito por seu governo.
Em suma, o Alcorão não manda matar os infiéis ou inocentes, por isso a doutrina islâmica vem sendo deturpada por atitudes de poucos, que acabam por incutir no imaginário popular que todo o muçulmano é terrorista, ou que seja capaz de cometer barbáries ignóbeis, como as vistas no “onze de setembro”.
Fonte: http://www.midiamax.com.br/
Fonte: http://www.midiamax.com.br/
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