segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Barbárie em Itaporã




            Madrugada; um casebre humilde; gritos apavorantes são ouvidos e logo calados pelo silêncio sepulcral.  Os vizinhos alegam para as autoridades que ouviram algo; os animais noturnos se agitaram naquele horário, mas ninguém compareceu ao local até a manhã seguinte.
            Que se passou? Qual a razão da agitação noturna? Que causou aqueles gritos horríveis?
            A cena era absurda! Haviam móveis quebrados e revirados pelo local; e sangue por todo lado.
            Restou claro que uma violenta agressão ocorrera ali. Uma agressão que ultrapassou os limites da racionalidade, porque crianças também jaziam mortas. E jamais poderá ser considerado normal o comportamento do autor da barbárie ocorrida em Itaporã.
            Matar alguém por motivo fútil; matar alguém mediante recurso que torne impossível sua defesa; matar alguém com emprego de meio cruel, todas essas figuras de comportamento não contemplam plenamente a hediondez do ato. Não o tornam mais inteligível e não é capaz de fazer com que nosso senso de justiça aceite a terrível notícia de que mãe e filhos, um com menos seis meses e outro com três anos de vida, acabaram mortos com noventa (90) facadas, supostamente desferidas pelo pai destes infantes.
            A pouca qualidade de vida não pode ser imputada como único fator para o crime, pois a miséria, a pobreza ou a pouca instrução do agressor, não justificam o ocorrido. O possivel uso de droga ou o consumo de álcool ingressam nessa história, apenas, como amalgama.
Neste passo, que me perdoem os estudiosos sociais, mas a violência desta criatura, ainda que drogada e alcoolizada, não pode ser debitada ao meio ambiente. O vicio e a falta de politicas públicas voltadas a sua erradicação, completam aquele cenário absurdo.
            Mas a dura verdade é que, também, crianças foram atacadas até a morte!
A angústia e certeza da própria impotência; o pânico e o desespero aterrorizante de uma agressão que partia de pessoa que, até então, lhes provia alimento, abrigo e proteção, torna o caso ainda mais repugnante.
Não dá para aceitar essas mortes; não dá para aceitar o trágico destino daquelas crianças cujos corpos ostentam ferimentos típicos de defesa; não dá para compreender a matança de inocentes.
A experiência humana na terra, tão rica de vida e de promessas, por sua singularidade não pode ser desperdiçada, não pode ser omissa. A criatura que realizou a hedionda barbárie não merece ser encarcerada, porque para ela não há recuperação.
Também não merece perecer, porque sua morte pode ser uma benção. Merece, isto sim, ser estudada! Merece ficar em uma instituição para tratamento de doentes mentais e por longuíssimos anos, assim, quem sabe, poderá surgir uma resposta que o identifique como um ser humano, coisa que não é!

Fonte: http://www.oestadoms.com.br/ ; http://www.midiamax.com.br/


Como citar este texto: NBR 6023:2002 ABNT
RODRIGUES JUNIOR, Luiz Carlos Saldanha. Barbárie em Itaporã. Blogger. Disponível em: <
http://artigosprofessorsaldanhajr.blogspot.com/2012/01/barbarie-em-itapora.html
>. Acesso em: 23/01/2012.
 


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